No português brasileiro, é por volta dos 5 anos de idade que a criança costuma conseguir produzir todos os sons da fala. Isso não quer dizer que tudo já esteja 100% automatizado como na fala de um adulto, e sim que esses sons já podem ser pronunciados.

Os fonemas são adquiridos gradativamente, de acordo com o grau de dificuldade, e é normal que haja algumas trocas e omissões de sons nesse processo. Por exemplo, é comum a criança pequena falar “pato” no lugar de “prato”, omitindo o “r” do encontro consonantal, algo esperado até por volta dos 5 anos. Tudo isso sempre respeitando o que é esperado para cada faixa etária, conforme a imagem a seguir.

Tabela da ordem de aquisição dos sons da fala por idade: B e M por volta de 1 ano e 6 meses; P, T, D e N aos 2 anos; K, G e NH aos 2 anos e 6 meses; F, V, S e Z aos 3 anos; X e J aos 3 anos e 6 meses; L, LH, RR, S e R aos 4 anos; R e encontros consonantais com R e L aos 5 anos.
Ordem de aquisição dos sons da fala (Honora e Frizanco, 2009).

Algumas crianças, no entanto, continuam apresentando trocas e omissões de fonemas além da idade esperada para superação. Essas dificuldades podem ser causadas por questões motoras, auditivas, pouca exposição a modelos de fala corretos, entre outros fatores.

Vale procurar a avaliação de um(a) fonoaudiólogo(a) se:
  • as trocas ou omissões persistem além da idade esperada na tabela acima;
  • a fala da criança é difícil de entender para quem não convive com ela no dia a dia;
  • a própria criança se frustra ou evita se comunicar por causa disso.

É importante ressaltar que corrigir ou pressionar a criança para falar da forma correta pode prejudicar sua aprendizagem. Caso a criança continue apresentando dificuldades, é recomendável consultar um(a) fonoaudiólogo(a) para avaliar a necessidade de uma intervenção.